sexta-feira, 28 de novembro de 2008

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Homens custam mais caro!

É fatídico. Uma tendência entre muitos mamíferos e evidenciada em nossa espécie por um estudo recente da universidade de Exeter.

O estudo mostrou que mulheres que possuem uma dieta mais calórica no período pré-concepcional (pouco antes da concepção) possuem maior chance de terem meninos.

Este fato está de acordo com a seguinte hipótese evolutiva: machos possuem um potencial reprodutivo mais longo e são mais caros que as fêmeas.


Mas isto faz sentido?

Para mim sim... Sigam a lógica: naturalmente (me referindo a períodos primitivos em que a disponiblididade de alimentos não era igual a de hoje, ou seja, as pessoas não tinham certeza de quando encontrariam comida, o humanos eram nômades...) bom... Naturalmente, uma mulher que tivesse uma dieta mais calórica (não digo um dia, mas certo período de tempo) seria um indicador de fartura. Ou seja, bons tempos... Assim é mais vantajoso o crescimento da espécie. Por isso homens, homens podem produzir mais descendentes do que mulheres.

Sei que o raciocínio não seguiu uma lógica evolutiva correta, mas é só para efeito didático.

Mas e o X e Y (cromossomos sexuais) como eles ficam?

Lembre-se de que muitas características (ou quase todas) não são completamente determinadas pelos genes. Algumas chegam a ter a determinação pelo meio de 50%. No caso acima, a determinação pela dieta é de aproximadamente 5%, então garotas, não adianta entrar no sorvete achando que vai sair menino... a chance é maior, mas ainda assim é chance!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Sou bonzinho, plantei uma árvore...

Quando estamos com uma febre comum, podemos tomar um comprimido de novalgina que os sintomas desaparecem... Contudo, não podemos tomar o mesmo comprimido de novalgina quando a febre é causada por dengue. A mesma lógica se aplica em diversas situações da nossa vida, uma coisa é boa em certo tipo de ambiente, mas ruim em outro tipo...

Bom, vamos ao que interessa...

A vegetação terrestre produz grandes quantidades de hidrocarbonetos e outros compostos orgânicos voláteis (VOC´s). O principal deles é o isopreno. O isopreno reduz a capacidade da atmosfera de se limpar de gases tóxicos. Assim, a presença de isopreno no ar intensifica os efeitos de poluentes tóxicos.
O isopreno reage com o radical *HO (diferente da hidroxila OH-). Este radical é presente no ar em pequenas concentrações, mas é responsável pela eliminação de diversos poluentes.

Os VOC´s possuem uma importante função ambiental. Alguns atraem polinizadores ou repelem predadores (herbívoros). Porém, a função do isopreno ainda não é conhecida, mesmo sendo o mais emitido pelas plantas terrestres.

Em ambientes não urbanizados, o isopreno é o principal consumidor de *HO.

Fica aí uma lição... sair plantando árvore não é sinal de recuperação ambiental. Existem outros fatores que fazem com que a ação não seja das melhores. Imagino que o isopreno na natureza não impactada não seja problema, pois alí os radicais *HO não têm tanto trabalho de limpeza da atmosfera como acontece nos locais poluidos. Não venha "tapar o Sol com a peneira" plantando árvores (eucalipto) e dizendo que ajuda para um ambiente saudável. Longe de mim ser contra o reflorestamento ou o plantio de árvores, mas acredito que ações de redução de emissões e do próprio consumo sejam muito mais positivas do que o simples plantio de árvore. Mesmo porque, um dia as árvores acabariam tomando conta do lugar sem precisar serem plantadas lá...
É muito mais barato e mais fácil para uma grande empresa, comprar uma área e enchê-la com árvores do que investir em tecnologias de minimização de emissões ou em processos produtivos mais "limpos". Mas será mesmo que é mais barato fazer assim?

terça-feira, 22 de abril de 2008

Muito além do céu azul.

Tudo o que é bom dura pouco, muitos dizem por aí. E assim, nada é tão bom que não seja mau, um pouco.
Talvez mais famoso pelo seu buraco do que pela vida que propicia, o ozônio é um ás formado por 3 átomos de oxigênio. Não é de se esperar que seja um forte oxidante...

[Lá da química de segundo grau, estão lembrados? Quando uma substância reduz, ou seja, recebe eletrons, podemos dizer que ela oxidou a outra (do tipo forçou a outra a se oxidar - doar eletrons) e se faz verdadeiro o contrário.]

Bom, além de nos proteger lá do alto da estratosfera bloqueando grande parte da radiação solar (altamente nociva e, por isso, incompatível com a vida como ela é) o ozônio também é utilizado (em países desenvolvidos) no tratamento de água dado o fato de ser um ótimo bactericida (e outros cidas também).
Assim podemos pensar no ozônio como um antibiótico (inimigo da vida - o mesmo que tomamos quando estamos com alguma infecção). Porém, não podemos nos esquecer de que somos, antes de mais nada, seres vivos e, por esta razão, o ozônio nos é tóxico.

Contudo, fatos recentes mostraram que o ozônio pode ser tóxico mesmo por curtos períodos de exposição, causando inclusive morte prematura (principalmente em idosos).

O gás oxida os tecidos pulmonares causando inflamação, além disso ele aumenta os sintomas de asma e outros problemas respiratórios.

Mas qual é o problema do ozônio para nós se ele se concentra na estratosfera a uns 25Km do solo?

Bom... o problema é o SMOG. Comum em cidades grandes onde veículos lançam, além do gás carbônico, diversos hidrocarbonetos e óxidos de enxofre e nitrogênio quando queimam seu combustível. Um bom indicador da ocorrência de um smog é o óxido nítrico (NO) que possui a cor marrom avermelhada, tipo ferrugem. Este mesmo gás (junto com outros) está envolvido na formação de ozônio em baixas altitudes durante um SMOG.
O SMOG é melhor visualizado quando se está de longe e do alto. Aí tem-se uma visão do mal como um todo...

A mídia, com a história de efeito estufa (tão famoso e divulgado) esquece que, o problema não é um só...

Esta foto aí do lado é (se não me engano) de Nova York... Ela foi publicada em uma reportagem da revista Science.

Você consegue se imaginar lá respirando esse ar?


Tudo bem você argumentar dizendo que Nova York é uma megalópole e que o desenvolvimento leva a isto...




A foto ao lado foi tirada por mim (muito bem tirada por sinal).

A paradisíaca paisagem é de um balneário, quase uma aldeia de pescadores...

Você consegue ver, bem ao fundo, uma leve mancha marron pairando sobre o oceano?

Não sei o que é, mas acredito piamente que alí aquilo não deveria estar.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Quantos de nós já passaram por aqui...

De todos os seres humanos que já viveram na história da Terra, 15% estão vivos atualmente :/

quinta-feira, 6 de março de 2008

Quando a vida realmente começa?

Foi assunto discutido (por horas) na Câmara dos Deputados: Quando a vida realmente começa?

A priori pode parecer estranho deputados discutindo tal tema, mas devemos levar em consideração que o resultado dessas discussões irão, com certeza, marcar o futuro do uso de células tronco de embriões congelados no Brasil.

O assunto é, no mínimo polêmico. De um lado a igreja acredita e defende que a vida começa logo no momento da fecundação. Dessa forma, não é correto utilizar um embrião congelado (um ser vivo - um ser humano) como doador de células tronco. (Ressalto que o embrião "morre" depois de doar as células)

Por outro lado, os cientistas defendem que a vida só é vida mesmo depois de algumas semanas de gestação, quando o feto começa a formar seus primeiros sistemas (inclusive o nervoso).

É óbvio que cada lado defende algo que vai além do simples uso ou não dos embriões. A igreja defende seu poder. Já os cientistas defendem seu espaço (que por sinal está cada vez maior).



O mais legal de tudo é que, ambos os lados pecam em argumentar na ávida tentativa de morder uma fatia do bolo. Quem somos nós, meros seres humanos, mortais, para decidir e afirmar algo sobre o início da vida. Se fosse realmente a igreja quem disse as regras, o mínimo que poderiam fazer seria perguntar diretamente à Deus (o único conhecedor da verdade) onde começa a vida.

No caso dos cientistas é ainda pior... Como eles podem afirmar que a vida só começa depois de algumas semanas de gestação? Por algum acaso a vida termina durante a concepção e só RESSURGE depois de algumas semanas de gestação? UAU! A geração espontânea estava aí o tempo todo e não sabíamos disso.
Mas é verdade, se a vida começa depois de algumas semanas, quer dizer que ela, provavelmente, termina no momento da ovulação ou da espermatogênese... Daí, meus caros, só Deus sabe como e porque, a vida ressurge, a partir de algo que não era vivo (morto), ou seja, a vida surge do nada no útero de milhares de mulheres. Um digno evento de geração espontânea.

No final, ambos os lados deveriam buscar chegar a uma solução que fosse boa para as pessoas, pois, apesar de tanta discordância, a igreja e a ciência podem dar as mãos quando o assunto é o bem estar das pessoas.

terça-feira, 4 de março de 2008

Evolução curta e grossa!

Muito se houve falar de processos evolutivos que transformam criaturas ao longo de milhares de anos. Mas o que você faria se pudesse ver a prova viva do processo evolutivo ocorrendo bem diante dos seus olhos.
Uma erva ajustou sua estratégia reprodutiva para viver em grandes centros urbanos. Assim como outros integrantes da família, Crepis sancta produz dois tipos de sementes. As sementes mais pesadas caem na grama abaixo da planta enquanto as mais leves com penosidades são carregadas pelo vento.
É sabido que algumas plantas que vivem em habitats como as ilhas, produzem mais sementes pesadas, pois as sementes leves são levadas para o mar onde perecem.

Observando os indivíduos da cidade e aquelas que viviam em um ambienter rural, cientistas perceberam que as da cidade produziam em média 15% de sementes pesadas enquanto as de campo produziam em média 10%.
Utilisando-se de modelos genéticos, os cientistas puderam rastrear o início da mudança no padrão de dispersão. Pasmem... menos de 12 anos.

Quando falamos em evolução, sempre pensamos em eventos do passado. São poucos aqueles que imaginam o futuro, mas menos ainda aqueles que acreditam que agora, neste exato momento em que escrevo este tópico, pode ter havido uma mutação em alguma espécie que, no futuro resultará no aparecimento de outra espécie. Por que um processo gradualista não pode ter chegado ao fim por estes dias. Bem, garanto que, para imaginar esta situação é preciso rever muitos conceitos.

A verdade é que não são só os animais selvagens que sofrem pressões evolutivas, nós, como criaturas vivas, somos passíveis de tais pressões.
O Homo herectus andou pela terra por aproximados 200 mil anos... Nós, os sapientes, estamos aqui há mais ou menos 100 mil... Será que somos tão capases assim de modificar nosso ambiente a ponto de impedir que o processo evolutivo nos afete?

Ou será que modificamos tanto o ambiente, que, de alguma forma, ele não servirá mais para nós (ou nós para ele) e ele nos eliminará?

--> Mas isso... só no próximo post!

domingo, 2 de março de 2008

Mais um crime na lista deste grande vilão.

Em um dia que não veremos novamente tão cedo, saiu a notícia de que o CO2 (gás carbônico - o mesmo que sai do seu carro e que dá aquele toque especial à nossa coca-cola) além de ser um dos grandes causadores do efeito estufa, pode gerar um aumento dos casos de morte devido a poluição.
A breve notícia saiu dia 29 de Fevereiro na página da Science. Os autores do trabalho estruturaram um modelo de computador que além de outras coisas assume que em um planeta mais quente existem menos ventos, a poluição fica parada e aínda sobra mais tempo para a formação de ozônio em baixas altitudes, o que resultaria em mais casos de asma.
Os cientistas rodaram o programa utilizando tanto os valores de CO2 atmosférico atuais e os do período pré-industrial. O resultado: para cada grau a mais na temperatura global devido ao CO2, haveria um aumento de 1000 mortes por doenças relativas à poluição. Segundo a reportagem, este número é de 50000 a 100000 nos EUA por ano.

Pobre CO2... nem mesmo os big brothers recebem tantos olhares assim da mídia.

Sem comentários, estou com sono e vou dormir.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Uma hipótese para o começo

Nesta edição da Nature saiu um artigo que me chamou a atenção. Não pela temática, mas por uma passagem do abstract que, logo que li, fervilhei de idéias. Logo abaixo segue o abstrac (original) e a minha viagem mental (também original).


Quem quiser traduzir o abstract, use o tradutor do google e polpem meu trabalho.


A photosynthetic alveolate closely related to apicomplexan parasites

Many parasitic Apicomplexa, such as Plasmodium falciparum, contain an unpigmented chloroplast remnant termed the apicoplast, which is a target for malaria treatment. However, no close relative of apicomplexans with a functional photosynthetic plastid has yet been described. Here we describe a newly cultured organism that has ultrastructural features typical for alveolates, is phylogenetically related to apicomplexans, and contains a photosynthetic plastid. The plastid is surrounded by four membranes, is pigmented by chlorophyll a, and uses the codon UGA to encode tryptophan in the psbA gene. This genetic feature has been found only in coccidian apicoplasts and various mitochondria. The UGA-Trp codon and phylogenies of plastid and nuclear ribosomal RNA genes indicate that the organism is the closest known photosynthetic relative to apicomplexan parasites and that its plastid shares an origin with the apicoplasts. The discovery of this organism provides a powerful model with which to study the evolution of parasitism in Apicomplexa.

Agora a viagem mental... será que é verdade?

Levando-se em conta a teoria da endosimbiose, ou algumas mitocondrias passaram por processo evolutivo já dentro dos organismos (gerando a linhagem que UGA-trp ou o contrário, gerando a linhagem que não é UGA-trp) ou então tiveram dois eventos de endosimbiose.
Imaginem só, uma vez que a característica afeta o código genético em si (o que requer uma gama de mytações que vão culminar na troca da metionina - original UGA - pelo triptofano. Além de mexer nas proteínas né... todas elas.) isso deve ter surgido muito, mas muito no início da vida não acham? Logo pode-se dizer que foram dois eventos de endosimbiose.
As vezes essa mutação foi tão no início, mas tão no início que a espécie UGA-trp ou a "normal" pode ter sido a segunda espécie do planeta!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Aquecimento global... como resolver?

Tão na moda quanto as modelos da São Paulo Fashion Week, o aquecimento global é um problema que preocupa muita gente, entendida ou não no assunto. A ameaça do efeito estufa e consequente aquecimento global é pauta de debates científicos desde século passado, mas foi só de 2007 para cá que a mídia realmente se deu conta do problema e resolveu fazer seu trabalho deixando as pessoas aterrorizadas.
Mês passado foi publicado na Geophysical Research Letters um uma nova alternativa para o problema. Segundo os cientistas, modelos de computador mostraram que a emissão de um spray de milhões de toneladas métricas de sulfato nas camadas superiores da atmosfera resolveria o problema. O conceito é o mesmo das erupções vulcânicas que emitem sulfato que bloqueia parte dos raios solares e consequentemente resfria o planeta.
O problema é que criar uma forma de esfriar o planeta retira o peso dos ombros de quem polui. Além disso, de onde iríamos tirar tanto sulfato (enxofre)? Será que este excesso de sulfato não poderia vir para as camadas mais baixas da atmosfera provocando chuva ácida? Não vamos "tapar o sol com a peneira."

Como já dito neste blog em post anteriores, as atenções se voltam todas para um só problema e esquecem todos de que o planeta é um grande ecosSISTEMA! Precisamos resolver sim o problema, mas sem gerar outros.

Uma forma: redução do consumismo desenfreado da sociedade em geral. Pois é este consumo exagerado de alimentos, materiais como papel, plástico metais e junto com ele o desperdício, que degrada o ambiente. Quase todo o produto que consumimos degrada o ambiente em mais de um ponto durante o seu ciclo de vida.
Peguem como exemplo uma embalagem plástica. Retira-se petróleo para sua fabricação (o que quer dizer que carbono que estava em uma fase de "estoque" do seu ciclo foi transportado para uma fase mais "dinâmica". Depois o plástico é feito (nem imagino quais resíduos são gerados neste processo, mas garanto que nada é biodegradável). Então precisamos imprimir uma logo ou qualquer coisa na embalagem pois o consumudor olha muito isto antes de comprar um produto, quanto mais colorida melhor (e é óbvio que as tintas geram resíduos, muito resíduo...). Está pronta sua embalagem, de agora em diante ela não irá mais degradar o ambiente, mas se transformará em lixo enchendo aterros e depósitos ou deixado na natureza causando danos à vida. Depois de muito tempo, a embalagem será toda degradada e os restos de polímeros e tintas ficarão alí, no local onde ela foi abandonada. Isso tudo sem contar as emissões industriais e de transporte da embalagem até a sua casa. O planeta paga caro não acha?
Quanto mais você consumir e desperdiçar, mais embalagens precisarão ser produzidas! Daí a importância de se reciclar e economizar... essas coisas que estamos cansados de escutar.

Outro dia ouvi uma frase interessante: "As pessoas compram o que não precisam, com o dinheiro que não têm, para impressionar quem não conhecem."

Nunca se esqueça de que tudo está interligado e daquela lei da física: "Toda ação gera uma reação..."

sábado, 16 de fevereiro de 2008

I Semana da Biologia Celular da UFMG

Será realizada de 3 a 7 de março, em Belo Horizonte, a 1ª Semana de Biologia Celular da UFMG, organizada pelos alunos de pós-graduação em Biologia Celular do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Serão discutidos temas importantes na área, entre os quais "Epigenética", "Células-Tronco" e "Metabolismo de lipídios", além serem divulgadas as linhas de pesquisa do Departamento de Morfologia do ICB.

O evento, que faz parte das comemorações dos 40 anos do ICB, também homenageará a neurobióloga Conceição Ribeiro da Silva Machado, professora emérita do ICB que faleceu em agosto do ano passado.

Mais informações: http://www.icb.ufmg.br/sbc2008/

Esta é uma iniciativa da Pós-Graduação de se aproximar da graduação, e nada poderia ser mais interessante! Até para aqueles que não trabalham com Biologia Celular (alguém que trabalha com biologia não trabalha com células?) é uma oportunidade ímpar, entrar em contato com pesquisas mais avançadas e ficar por dentro de temas super atuais e polêmicos!
Com certeza vou assistir o que tiver sobre Epigenética!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Cada vez mais independentes?

Segundo Malena Martelli, ex-diretora de Recursos Humanos da Unisys, os jovens de hoje precisam de um feedback como forma de motivação.

“Essa geração tem uma necessidade de motivação constante. O jovem é mais vaidoso, carece de estímulos e críticas freqüentes”
“A nova mão-de-obra é muito mais arrojada, tem um perfil extremamente pró-ativo e empreendedor. Se a liderança souber cativar, seduzir, a retenção tende a aumentar”

Então as empresas tendem a selecionar lideranças que consigam trabalhar com este perfil de pessoal.

Adaptado de: AMCHAM Brasil 15/02/2008

Comprando o direito de poluir?

Como qualquer novidade que apareça, por mais bem pensada, estudada que ela seja, sempre encontrará um grande número de pessoas que não são a favor da idéia. Não foi diferente com a simples idéia das cotas de carbono e do mercado dessa molécula.
O mercado de carbono (de créditos de carbono) é parte da MDL (Mecanismos para o Desenvolvimento Limpo). A idéia é simples: uma empresa pode emitir por ano x toneladas de carbono decorrentes das suas atividades. Contudo esta empresa consegue produzir eficientemente emitindo somente x - 5 toneladas de carbono por ano. Assim ela ganha 5 créditos de carbono que podem ser vendidos a uma outra empresa (internacional) que só consegue produzir a taxas satisfatórias se emitir x + 5 toneladas de carbono por ano. A idéia básica é que uma empresa cubra a poluição (POR CARBONO) de outra empresa, fazendo com que os países possam atingir àquelas metas dos protocolos do tipo Kyoto.
Muitas pessoas acreditam que este mercado não passe da venda do direito à poluição. Mas se pensarmos no total de carbono emitido no mundo, podemos chamar isto de uma iniciativa que permite manter taxas "aceitáveis" de poluição mantendo o "desenvolvimento". No fundo tudo depende do referencial de quem enxerga o problema.

Esta semana (14/02/2008) foi ressaltado as vantagens da regulamentação pela bolsa de valores da compra e venda de carbono. Segundo Guilherme Magalhães Fagundes, gerente de Produtos Ambientais e Metais da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), a transparência e da credibilidade das bolsas faz com que estas surjam como alternativa para este mercado em expansão. Além disso, favorece a negociação por preços mais justos.

Guilherme Fagundes apresentou também dados referentes à participação brasileira nesse mercado. O País é o terceiro em número de projetos aprovados no âmbito do MDL, com 264 (9% do total), atrás da China (33%) e da Índia (28%).
Os setores brasileiros que mais possuem projetos de redução, segundo informações do Ministério de Ciência e Tecnologia, são: Geração Elétrica, com 62%, Suinocultura, com 15% e, Aterros Sanitários, com 11%.

Adaptado de: AMCHAM Brasil 15/02/2008

A entrada das bolsas neste mercado facilita as coisas. Precisamos é ficar de olho nos espertinhos, muito comuns em países como o nosso. Já existem pessoas anunciando que por uma pequena mensalidade podem plantar árvores correspondentes à emissão de uma família ou empresa (de pequeno porte creio eu), assim a pessoa pode ficar com a consciência ambiental mais tranqüila...
No final salta-nos aos olhos a triste realidade de que a mídia guia as nossas vidas. Não faz muito tempo que vimos na TV séries de reportagens nos alertando do aquecimento global e todas as pessoas só pensam em CARBONO e efeito estufa. Esquecem facilmente que o problema ambiental que afeta os sistemas bióticos e abióticos do planeta não são só devido às emissões de carbono. Existem ainda diversos outros poluentes que atacam mais severamente a nossa saúde que são emitidos na queima de combustíveis fósseis, ou mesmo de toneladas de agrotóxicos despejados nos rios e mares, em fim, preocupa-se somente com uma pequena parte do todo, mas será que assim chegaremos a algum lugar?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Tomando conta do pedaço.

Já virou chavão dizer que o homem, a partir da revolução industrial, começa a modificar seu ambiente a uma velocidade tamanha que logo ultrapassou os limites de “tamponamento” do planeta. Então meus caros, a coisa há muito degringolou. O planeta não “consegue” mais disfarçar as alterações feitas pelo homem, e começa a mostrar o triste produto do intenso desequilíbrio do intrincado sistema.

Contudo, mesmo com o chavão, como dizem, nas cabeças, ainda falta alguma coisa, para assumirmos que fomos longe demais.

Em vista do fatídico problema, resolvi iniciar meu blog comentando uma reportagem que saiu ontem, 14 de fevereiro na revista Science.

-- A notícia

Cientistas apresentaram na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência um mapa do estado dos oceanos do mundo. A notícia não foi das melhores (como esperado). O mapa combina 17 formas de impacto antrópico tais como:

  • Aquecimento da água devido à mudança climática induzida pelo homem.
  • Anéis de óleo que afetam o assoalho marinho.
  • Cinco diferentes tipos de pesca.
  • Efluentes e poluição nas costas oceânicas.

Os cientistas ainda não sabem o que realmente quer dizer a pontuação em termos de impacto real (mas é fácil ver pelo mapa que a situação não é das melhores).

A mensagem que estes cientistas deixam é de que devemos levar em conta que os efeitos são cumulativos.




ScienceNOW 14, Fevereiro de 2008


Fica fácil agora entender porque o título do post. O oceano aberto não é parte de nenhum país, e por isso fica tão fácil destruir. Não precisamos ir longe, basta olharmos para o patrimônio público brasileiro. Tudo aquilo que as pessoas têm a sensação de não ter dono, passa a ser tratado como se realmente não fosse de ninguém. Esquecem que estamos falando de um bem de todos.