Contudo, mesmo com o chavão, como dizem, nas cabeças, ainda falta alguma coisa, para assumirmos que fomos longe demais.
Em vista do fatídico problema, resolvi iniciar meu blog comentando uma reportagem que saiu ontem, 14 de fevereiro na revista Science.
-- A notícia
Cientistas apresentaram na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência um mapa do estado dos oceanos do mundo. A notícia não foi das melhores (como esperado). O mapa combina 17 formas de impacto antrópico tais como:
- Aquecimento da água devido à mudança climática induzida pelo homem.
- Anéis de óleo que afetam o assoalho marinho.
- Cinco diferentes tipos de pesca.
- Efluentes e poluição nas costas oceânicas.
Os cientistas ainda não sabem o que realmente quer dizer a pontuação em termos de impacto real (mas é fácil ver pelo mapa que a situação não é das melhores).
A mensagem que estes cientistas deixam é de que devemos levar em conta que os efeitos são cumulativos.

Fica fácil agora entender porque o título do post. O oceano aberto não é parte de nenhum país, e por isso fica tão fácil destruir. Não precisamos ir longe, basta olharmos para o patrimônio público brasileiro. Tudo aquilo que as pessoas têm a sensação de não ter dono, passa a ser tratado como se realmente não fosse de ninguém. Esquecem que estamos falando de um bem de todos.
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