quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Tomando conta do pedaço.

Já virou chavão dizer que o homem, a partir da revolução industrial, começa a modificar seu ambiente a uma velocidade tamanha que logo ultrapassou os limites de “tamponamento” do planeta. Então meus caros, a coisa há muito degringolou. O planeta não “consegue” mais disfarçar as alterações feitas pelo homem, e começa a mostrar o triste produto do intenso desequilíbrio do intrincado sistema.

Contudo, mesmo com o chavão, como dizem, nas cabeças, ainda falta alguma coisa, para assumirmos que fomos longe demais.

Em vista do fatídico problema, resolvi iniciar meu blog comentando uma reportagem que saiu ontem, 14 de fevereiro na revista Science.

-- A notícia

Cientistas apresentaram na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência um mapa do estado dos oceanos do mundo. A notícia não foi das melhores (como esperado). O mapa combina 17 formas de impacto antrópico tais como:

  • Aquecimento da água devido à mudança climática induzida pelo homem.
  • Anéis de óleo que afetam o assoalho marinho.
  • Cinco diferentes tipos de pesca.
  • Efluentes e poluição nas costas oceânicas.

Os cientistas ainda não sabem o que realmente quer dizer a pontuação em termos de impacto real (mas é fácil ver pelo mapa que a situação não é das melhores).

A mensagem que estes cientistas deixam é de que devemos levar em conta que os efeitos são cumulativos.




ScienceNOW 14, Fevereiro de 2008


Fica fácil agora entender porque o título do post. O oceano aberto não é parte de nenhum país, e por isso fica tão fácil destruir. Não precisamos ir longe, basta olharmos para o patrimônio público brasileiro. Tudo aquilo que as pessoas têm a sensação de não ter dono, passa a ser tratado como se realmente não fosse de ninguém. Esquecem que estamos falando de um bem de todos.

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