Quando estamos com uma febre comum, podemos tomar um comprimido de novalgina que os sintomas desaparecem... Contudo, não podemos tomar o mesmo comprimido de novalgina quando a febre é causada por dengue. A mesma lógica se aplica em diversas situações da nossa vida, uma coisa é boa em certo tipo de ambiente, mas ruim em outro tipo...
Bom, vamos ao que interessa...
A vegetação terrestre produz grandes quantidades de hidrocarbonetos e outros compostos orgânicos voláteis (VOC´s). O principal deles é o isopreno. O isopreno reduz a capacidade da atmosfera de se limpar de gases tóxicos. Assim, a presença de isopreno no ar intensifica os efeitos de poluentes tóxicos.
O isopreno reage com o radical *HO (diferente da hidroxila OH-). Este radical é presente no ar em pequenas concentrações, mas é responsável pela eliminação de diversos poluentes.
Os VOC´s possuem uma importante função ambiental. Alguns atraem polinizadores ou repelem predadores (herbívoros). Porém, a função do isopreno ainda não é conhecida, mesmo sendo o mais emitido pelas plantas terrestres.
Em ambientes não urbanizados, o isopreno é o principal consumidor de *HO.
Fica aí uma lição... sair plantando árvore não é sinal de recuperação ambiental. Existem outros fatores que fazem com que a ação não seja das melhores. Imagino que o isopreno na natureza não impactada não seja problema, pois alí os radicais *HO não têm tanto trabalho de limpeza da atmosfera como acontece nos locais poluidos. Não venha "tapar o Sol com a peneira" plantando árvores (eucalipto) e dizendo que ajuda para um ambiente saudável. Longe de mim ser contra o reflorestamento ou o plantio de árvores, mas acredito que ações de redução de emissões e do próprio consumo sejam muito mais positivas do que o simples plantio de árvore. Mesmo porque, um dia as árvores acabariam tomando conta do lugar sem precisar serem plantadas lá...
É muito mais barato e mais fácil para uma grande empresa, comprar uma área e enchê-la com árvores do que investir em tecnologias de minimização de emissões ou em processos produtivos mais "limpos". Mas será mesmo que é mais barato fazer assim?
quarta-feira, 23 de abril de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
Muito além do céu azul.
Tudo o que é bom dura pouco, muitos dizem por aí. E assim, nada é tão bom que não seja mau, um pouco.
Talvez mais famoso pelo seu buraco do que pela vida que propicia, o ozônio é um ás formado por 3 átomos de oxigênio. Não é de se esperar que seja um forte oxidante...
[Lá da química de segundo grau, estão lembrados? Quando uma substância reduz, ou seja, recebe eletrons, podemos dizer que ela oxidou a outra (do tipo forçou a outra a se oxidar - doar eletrons) e se faz verdadeiro o contrário.]
Bom, além de nos proteger lá do alto da estratosfera bloqueando grande parte da radiação solar (altamente nociva e, por isso, incompatível com a vida como ela é) o ozônio também é utilizado (em países desenvolvidos) no tratamento de água dado o fato de ser um ótimo bactericida (e outros cidas também).
Assim podemos pensar no ozônio como um antibiótico (inimigo da vida - o mesmo que tomamos quando estamos com alguma infecção). Porém, não podemos nos esquecer de que somos, antes de mais nada, seres vivos e, por esta razão, o ozônio nos é tóxico.
Contudo, fatos recentes mostraram que o ozônio pode ser tóxico mesmo por curtos períodos de exposição, causando inclusive morte prematura (principalmente em idosos).
O gás oxida os tecidos pulmonares causando inflamação, além disso ele aumenta os sintomas de asma e outros problemas respiratórios.
Mas qual é o problema do ozônio para nós se ele se concentra na estratosfera a uns 25Km do solo?
Bom... o problema é o SMOG. Comum em cidades grandes onde veículos lançam, além do gás carbônico, diversos hidrocarbonetos e óxidos de enxofre e nitrogênio quando queimam seu combustível. Um bom indicador da ocorrência de um smog é o óxido nítrico (NO) que possui a cor marrom avermelhada, tipo ferrugem. Este mesmo gás (junto com outros) está envolvido na formação de ozônio em baixas altitudes durante um SMOG.
O SMOG é melhor visualizado quando se está de longe e do alto. Aí tem-se uma visão do mal como um todo...
A mídia, com a história de efeito estufa (tão famoso e divulgado) esquece que, o problema não é um só...
Esta foto aí do lado é (se não me engano) de Nova York... Ela foi publicada em uma reportagem da revista Science.
Você consegue se imaginar lá respirando esse ar?
Tudo bem você argumentar dizendo que Nova York é uma megalópole e que o desenvolvimento leva a isto...

A foto ao lado foi tirada por mim (muito bem tirada por sinal).
A paradisíaca paisagem é de um balneário, quase uma aldeia de pescadores...
Você consegue ver, bem ao fundo, uma leve mancha marron pairando sobre o oceano?
Não sei o que é, mas acredito piamente que alí aquilo não deveria estar.
Talvez mais famoso pelo seu buraco do que pela vida que propicia, o ozônio é um ás formado por 3 átomos de oxigênio. Não é de se esperar que seja um forte oxidante...
[Lá da química de segundo grau, estão lembrados? Quando uma substância reduz, ou seja, recebe eletrons, podemos dizer que ela oxidou a outra (do tipo forçou a outra a se oxidar - doar eletrons) e se faz verdadeiro o contrário.]
Bom, além de nos proteger lá do alto da estratosfera bloqueando grande parte da radiação solar (altamente nociva e, por isso, incompatível com a vida como ela é) o ozônio também é utilizado (em países desenvolvidos) no tratamento de água dado o fato de ser um ótimo bactericida (e outros cidas também).
Assim podemos pensar no ozônio como um antibiótico (inimigo da vida - o mesmo que tomamos quando estamos com alguma infecção). Porém, não podemos nos esquecer de que somos, antes de mais nada, seres vivos e, por esta razão, o ozônio nos é tóxico.
Contudo, fatos recentes mostraram que o ozônio pode ser tóxico mesmo por curtos períodos de exposição, causando inclusive morte prematura (principalmente em idosos).
O gás oxida os tecidos pulmonares causando inflamação, além disso ele aumenta os sintomas de asma e outros problemas respiratórios.
Mas qual é o problema do ozônio para nós se ele se concentra na estratosfera a uns 25Km do solo?
Bom... o problema é o SMOG. Comum em cidades grandes onde veículos lançam, além do gás carbônico, diversos hidrocarbonetos e óxidos de enxofre e nitrogênio quando queimam seu combustível. Um bom indicador da ocorrência de um smog é o óxido nítrico (NO) que possui a cor marrom avermelhada, tipo ferrugem. Este mesmo gás (junto com outros) está envolvido na formação de ozônio em baixas altitudes durante um SMOG.
O SMOG é melhor visualizado quando se está de longe e do alto. Aí tem-se uma visão do mal como um todo...
A mídia, com a história de efeito estufa (tão famoso e divulgado) esquece que, o problema não é um só...
Esta foto aí do lado é (se não me engano) de Nova York... Ela foi publicada em uma reportagem da revista Science.Você consegue se imaginar lá respirando esse ar?
Tudo bem você argumentar dizendo que Nova York é uma megalópole e que o desenvolvimento leva a isto...
A foto ao lado foi tirada por mim (muito bem tirada por sinal).
A paradisíaca paisagem é de um balneário, quase uma aldeia de pescadores...
Você consegue ver, bem ao fundo, uma leve mancha marron pairando sobre o oceano?
Não sei o que é, mas acredito piamente que alí aquilo não deveria estar.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Quantos de nós já passaram por aqui...
De todos os seres humanos que já viveram na história da Terra, 15% estão vivos atualmente :/
Assinar:
Postagens (Atom)