quinta-feira, 6 de março de 2008

Quando a vida realmente começa?

Foi assunto discutido (por horas) na Câmara dos Deputados: Quando a vida realmente começa?

A priori pode parecer estranho deputados discutindo tal tema, mas devemos levar em consideração que o resultado dessas discussões irão, com certeza, marcar o futuro do uso de células tronco de embriões congelados no Brasil.

O assunto é, no mínimo polêmico. De um lado a igreja acredita e defende que a vida começa logo no momento da fecundação. Dessa forma, não é correto utilizar um embrião congelado (um ser vivo - um ser humano) como doador de células tronco. (Ressalto que o embrião "morre" depois de doar as células)

Por outro lado, os cientistas defendem que a vida só é vida mesmo depois de algumas semanas de gestação, quando o feto começa a formar seus primeiros sistemas (inclusive o nervoso).

É óbvio que cada lado defende algo que vai além do simples uso ou não dos embriões. A igreja defende seu poder. Já os cientistas defendem seu espaço (que por sinal está cada vez maior).



O mais legal de tudo é que, ambos os lados pecam em argumentar na ávida tentativa de morder uma fatia do bolo. Quem somos nós, meros seres humanos, mortais, para decidir e afirmar algo sobre o início da vida. Se fosse realmente a igreja quem disse as regras, o mínimo que poderiam fazer seria perguntar diretamente à Deus (o único conhecedor da verdade) onde começa a vida.

No caso dos cientistas é ainda pior... Como eles podem afirmar que a vida só começa depois de algumas semanas de gestação? Por algum acaso a vida termina durante a concepção e só RESSURGE depois de algumas semanas de gestação? UAU! A geração espontânea estava aí o tempo todo e não sabíamos disso.
Mas é verdade, se a vida começa depois de algumas semanas, quer dizer que ela, provavelmente, termina no momento da ovulação ou da espermatogênese... Daí, meus caros, só Deus sabe como e porque, a vida ressurge, a partir de algo que não era vivo (morto), ou seja, a vida surge do nada no útero de milhares de mulheres. Um digno evento de geração espontânea.

No final, ambos os lados deveriam buscar chegar a uma solução que fosse boa para as pessoas, pois, apesar de tanta discordância, a igreja e a ciência podem dar as mãos quando o assunto é o bem estar das pessoas.

terça-feira, 4 de março de 2008

Evolução curta e grossa!

Muito se houve falar de processos evolutivos que transformam criaturas ao longo de milhares de anos. Mas o que você faria se pudesse ver a prova viva do processo evolutivo ocorrendo bem diante dos seus olhos.
Uma erva ajustou sua estratégia reprodutiva para viver em grandes centros urbanos. Assim como outros integrantes da família, Crepis sancta produz dois tipos de sementes. As sementes mais pesadas caem na grama abaixo da planta enquanto as mais leves com penosidades são carregadas pelo vento.
É sabido que algumas plantas que vivem em habitats como as ilhas, produzem mais sementes pesadas, pois as sementes leves são levadas para o mar onde perecem.

Observando os indivíduos da cidade e aquelas que viviam em um ambienter rural, cientistas perceberam que as da cidade produziam em média 15% de sementes pesadas enquanto as de campo produziam em média 10%.
Utilisando-se de modelos genéticos, os cientistas puderam rastrear o início da mudança no padrão de dispersão. Pasmem... menos de 12 anos.

Quando falamos em evolução, sempre pensamos em eventos do passado. São poucos aqueles que imaginam o futuro, mas menos ainda aqueles que acreditam que agora, neste exato momento em que escrevo este tópico, pode ter havido uma mutação em alguma espécie que, no futuro resultará no aparecimento de outra espécie. Por que um processo gradualista não pode ter chegado ao fim por estes dias. Bem, garanto que, para imaginar esta situação é preciso rever muitos conceitos.

A verdade é que não são só os animais selvagens que sofrem pressões evolutivas, nós, como criaturas vivas, somos passíveis de tais pressões.
O Homo herectus andou pela terra por aproximados 200 mil anos... Nós, os sapientes, estamos aqui há mais ou menos 100 mil... Será que somos tão capases assim de modificar nosso ambiente a ponto de impedir que o processo evolutivo nos afete?

Ou será que modificamos tanto o ambiente, que, de alguma forma, ele não servirá mais para nós (ou nós para ele) e ele nos eliminará?

--> Mas isso... só no próximo post!

domingo, 2 de março de 2008

Mais um crime na lista deste grande vilão.

Em um dia que não veremos novamente tão cedo, saiu a notícia de que o CO2 (gás carbônico - o mesmo que sai do seu carro e que dá aquele toque especial à nossa coca-cola) além de ser um dos grandes causadores do efeito estufa, pode gerar um aumento dos casos de morte devido a poluição.
A breve notícia saiu dia 29 de Fevereiro na página da Science. Os autores do trabalho estruturaram um modelo de computador que além de outras coisas assume que em um planeta mais quente existem menos ventos, a poluição fica parada e aínda sobra mais tempo para a formação de ozônio em baixas altitudes, o que resultaria em mais casos de asma.
Os cientistas rodaram o programa utilizando tanto os valores de CO2 atmosférico atuais e os do período pré-industrial. O resultado: para cada grau a mais na temperatura global devido ao CO2, haveria um aumento de 1000 mortes por doenças relativas à poluição. Segundo a reportagem, este número é de 50000 a 100000 nos EUA por ano.

Pobre CO2... nem mesmo os big brothers recebem tantos olhares assim da mídia.

Sem comentários, estou com sono e vou dormir.